terça-feira, 12 de abril de 2016

Poeminha natureba (com foto)

Foto do Autor


Eis a fotografia exata do outono
São folhas sáfaras de samambaia
Recuperadas do chão sem dono


A mesma cor ferrugem do sonho
Hastes secas duras como pregos
Natureza morta de jeito estranho


A casca de maracujá morta ao lado
Que veio lisa em brilhante amarelo
Tá engelhada franzida encrespada


Natureza morta – infinita natureza
Como desdenhar o que já foi verde
Crostas rugas cruas onde foi beleza


Não humilho o que teve tanta jaça
Nem pretiro chuto dou pouco-caso:
Hoje enfeita um copo de cachaça



Rio de Janeiro, Cachambi, 12/04/2016











Postar um comentário