segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

JOANETES

Ela olhou meus pés engelhados e fez uma expressão franzida: Hum... Joanetes! Como o sol na manhã luminosa, o sinal verde acendeu na minha frente. Hora de partir – ruminei pros meus botões espalhados pela cama.  Hora de sumir, antes que ela descubra as varizes das minhas pernas e virilhas. Antes que ela demore o olhar nas minhas verrugas e sinais de sangue espalhados pelo corpo. Hora de sumir – disse pra minha alma. Antes que ela descubra meus pensamentos obscuros e nojentos. Hora de ir – disse pra meus calos, antes que ela saiba que tenho o vício da masturbação. Hora de sair – disse pra minhas cuecas. E se ela souber do desejo inexplicável de beijar bundas femininas e da fantasia com teens e pseudo-adolescentes? Hora de fingir – disse pro espelho, antes que ela saiba que o tempo que ficamos junto não foi por amor, mas pelo desejo que eu tinha pela sua irmã mais nova. Hora de fugir – disse pra meus joanetes.
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