sábado, 5 de abril de 2008

Magriça, a Notívaga








Oi Salomão Rovedo
O Fidel renunciou - ditador renuncia? Novidade, o cara tá no fim da linha, pulou fora. Bom, eu não renunciei ainda - embora isso vá ser moda em breve. Andei viajando muito, fiquei ultimamente na África, em Angola. Quase não acessei o site, porque Internet por lá é muito ruim. Lá falta coisa mais básica, todo dia: luz, água. Internet é um luxo. Aparece, quando aparece, depois que tem luz. Como a água, que falta também. Resumindo: você volta para o Brasil e acha que está no paraíso. A gente não sabe o que é viver num país totalmente destruído pelas guerras, contra os colonizadores e depois contra os próprios irmãos, divididos em coisas escrotas chamadas de partidos. Partidos partem: não somam, não multiplicam. Dividem. Coisas, bens e poder. Aqui o pessoal detona os cartões corporativos. Lá detonaram milhares de bombas e plantaram mais milhões, que vão levar 120 anos para serem descobertas onde estão, no ritmo atual de desminagem. Aqui morre um motoqueiro por dia, nas ruas de Sampa. Lá, diariamente, ao menos um morre ou fica mutilado - e se junta aos 80 mil mutilados vivos. Um angolano por dia, pelo menos. A maior população planetária de mutilados. Quem quer saber disso? Os russos ou americanos que forneceram as bombas? Não, nem nossos deputados que bombam os cartões com nossa grana, tiranicamente recolhida na forma de impostos. Impostos são roubos legalmente impostos. Bom, só escrevi pra dizer que estou de volta ao Brasil. Feliz porque aqui não é Angola. Infeliz, porque nossos políticos são tão ou mais trogloditas que os militares angolanos, que destruíram o país e, depois que não sobrou quase nada, decidiram-se pela paz. Dividiram as terras e as províncias entre si. Dividiram o que não sobrou. Só vendo e vivendo, ao vivo. O que emociona, em parte, é que lá estão agora reconstruindo tudo e qualquer um de nós poderá fazer parte nisso (eles amam os brasileiros, precisarão de nós na reconstrução do seu país). O que entristece, aqui, é que aqui continuam nos roubando (os bancos - que cobram as taxas que querem sem podermos dizer não e duplicam seus lucros a cada ano - e os políticos, que gastam o nosso dinheiro como querem - sem podermos dizer basta). Eles não amam a nós brasileiros, mas nos estupram, quotidianamente. Estranha relação. Bom, chega de paralelos. Escrevi só pra dizer que o site ainda está no ar e que estamos próximos dos 100 mil textos. É o equivalente a 1.000 livros. Se imaginarmos a concorrência de outros sites e a mais recente concorrência recente dos blogs, é um feito. Parabéns prá você. Continue escrevendo e divulgando-se. Beijos magricelas e muita paz.
Magriça, a Notívaga
19/fevereiro/2008
http://www.notivaga.com.br/
http://www.notivaga.com.br/mpa.asp?autor=Salomão+Rovedo
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