domingo, 2 de março de 2008

Patagonia Rumbo Sur, de Sandra Pien

A poeta Sandra Pien em 1988 teve a feliz idéia de passar férias na Patagônia Argentina.
Só não imaginava o impacto que aquela região inóspita e bela iria produzir em seu espírito.
Foi um choque violento e abrasador, trazendo no âmago as lavas incandescentes da paixão. Todo mundo sabe como tais emoções arrasam os poetas. Sandra Pien emprenhou-se daquela magia e, diante do mundo e de sua terra, nunca mais foi a mesma pessoa. Mudou para melhor, enriqueceu o espírito da mais pura humanidade e transformou-se numa guerrilheira em defesa da natureza e do ser humano. Tudo isso está em Patagonia Rumbo Sur, edição bilingüe espanhol-inglês, publicado por Editorial Vinciguerra S.R.L. Avda. Juan de Garay 3760 (1256) Buenos Aires, Argentina. As belíssimas fotografias de Chacho Rodriguez Muñoz que ilustram o volume transportam o leitor para as paragens paradisíacas da Patagônia Argentina, ali aonde o rigor da natureza exige, à exaustão, que cada um gaste na sobrevivência todas as energias possíveis e imagináveis.

ELEGIA PATAGONICA

I

VIAJE INTERIOR

He aquí por fin la calma
del silencio.
Dejé atrás el camino
kilómetros
aviones
rutas
ripio
polvo
imperativos del no seguir
peregrino
desvaneciéndose
en el horizonte.
Ansiaba abundarme
llegar al lugar
del no lugar
este destello de los sueños
dominio de lo invisible
de la propia mente
en viaje al corazón.
Recibí un interior mandato
de ascender y descender
espacios opuestos
claroscuro de valles.
Avanzo
atravieso
nuevas leyes
de orden de vida
me descascaro
de figura trágica
sombra dispersa
atormentada por la ciudad.
No hay ya humanos
calma aparente
en la penillanura de rocas cristalinas.
Ví mantos de lava
ví sedimento de milenarios mares
ví bosques luego petrificados
ví huellas jurásicas
hechas ópalo e impronta
ví ríos eyaculando
en el verdor solitario
ví hielos y cataclismos
ví lagos lechosos
ví relieve de mesetas
y ví montañas
desertando del desierto.

Este belíssimo volume está aí nas livrarias, nas páginas da internet. É ver pra crer...
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