terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

El comandante se jubila












Fidel Castro não deixou o gostinho para que o seu obituário fosse escrito: “Ditador comunista que governou uma pequena ilha caribenha por meio século”. "El Comandante" está se aposentando após 49 anos no poder. Há uma ironia no anúncio nesta terça-feira. Um ditador anacrônico escolheu um meio moderno (carta publicada na edição online do jornal Comunista "Granma"), para comunicar que não aceitará novo mandato presidencial. A novela está acabando. Fidel transfere o poder para seu irmão Raúl. Fidel Castro é um ícone. Foi personagem da Guerra Fria e resistiu à obsessão americana de derrubá-lo. Fidel sobreviveu a tentativas de assassinato pela CIA, derrotou uma invasão de contras e resistiu à derrubada do muro de Berlim, consolidando o anacronismo do seu regime. Ao lado do companheiro de armas Ernesto “Che” Guevara, Fidel Castro foi um ícone de várias gerações de revolucionários românticos. Alguns chegaram ao poder à frente de pragmáticos regimes de esquerda. No legado do comando de Fidel Castro ficam os ganhos em saúde, ciência, esportes e educação, mas o quadro político não é saudável. Fidel deixa o poder. O castrismo sobrevive, mas não sabemos por quanto tempo. (Texto baseado na coluna de Caio Binder. Fotos: http://ultimosegundo.ig.com.br/)
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