quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Três vezes Gullar

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Formato:e-book PDF Código:3xgullar5432 ©Salomão Rovedo 2007 Idioma:Português

Trecho do livro eletrônico

Três Vezes Gullar - Autor: Salomão Rovedo

1) Tudo é invenção, mas também é verdade.Que fique bem claro que esta história/estória nasceu da leitura de Ficciones, que data de 1944 e em particular de “Pierre Menard, autor do Quixote” – não sendo, porém, modelar, nem um bis. Isto é, alguma coisa, como o excesso de notas de rodapé, é também paródia do poeta argentino, no sentido que Borges alimentava as ficções como quem dá alpiste a passarinho, de miudinho em miudinho, buscava dar veracidade ao inverídico e vice-versa. Assim – de mito em mito – se foi colando, colando, achegado ao estilo plástico da collage, criando pé e cabeça. A montagem ajuntou cuentos e histórias, paisagens portenhas, as lembranças vividas, as tragédias assistidas, até mesmo uma ou outra lágrima. Borges sempre foi assim: prolífico e curto, de literatura curta e grossa, de onde fugiam as alegorias, as histórias policialescas, as fantasias.Gullar entrou de gaiato, porque ambos – Borges e Gullar – tiveram colóquios felinos. Ocorre que em um tempo histórico os dois poetas estavam sob o mesmo céu, pisando as mesmas ruas e o provável encontro – que poderia ser confirmado com um mero e-mail ao sobrevivente Gullar – se deu na imaginação do escriba: se perguntasse perderia a graça mística das invenções. Imagino que me perguntei: em que ruas, quais bairros, tantos bares, em que livrarias, em qual quarto deserto, onde nasceu o Poema Sujo? Assim, fotografados os dois em pleno exílio, flagrados em dimensões imaginadas, a veracidade fica mais inverídica... e vice-versa.

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